segunda-feira, 30 de dezembro de 2013



INSONIA


Há uma voz que cala.
Uma voz que fala.
Uma voz que geme.
Uma voz que treme.
Cada sílaba sussurrada.
Na madrugada.
Faz eco, percorre toda a estrada.
Um louco diz.
Sorris, mas não és feliz.
Vem alguém e tenta corrigir.
Estás enganado.
Tudo já faz parte do passado.
Há uma voz que grita.
Uma voz aflita.
Uma voz finita na madrugada infinita.

sonia delsin 

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