UMA CANÇÃO DE ONTEM...
Tristemente as notas se espalhavam por todos os recintos.
Impregnavam paredes, móveis.
Até as flores dos vasos.
Impregnavam a porcelana cara, as pratarias, os cristais...
Isto foi ontem.
Lá fora brilhava um sol que as cortinas pesadas encobriam.
O dia não era vivido.
Não em plenitude.
E veio a morte, na juventude.
Isto foi ontem.
E o tempo que guarda o ontem veio tentar recuperar.
No hoje não chegaram os campos de trigo.
Nem chegaram as fontes escondidas.
Não chegaram os gramados.
Nem os jardins floridos.
No hoje chegaram apenas lembranças.
Chegaram tranças, crianças.
Danças...
No hoje chegou uma alegria que o ontem não tinha.
Mas em meio dela.
Lá no fundo escondida a tristeza se mantinha.
sonia delsin
Impregnavam paredes, móveis.
Até as flores dos vasos.
Impregnavam a porcelana cara, as pratarias, os cristais...
Isto foi ontem.
Lá fora brilhava um sol que as cortinas pesadas encobriam.
O dia não era vivido.
Não em plenitude.
E veio a morte, na juventude.
Isto foi ontem.
E o tempo que guarda o ontem veio tentar recuperar.
No hoje não chegaram os campos de trigo.
Nem chegaram as fontes escondidas.
Não chegaram os gramados.
Nem os jardins floridos.
No hoje chegaram apenas lembranças.
Chegaram tranças, crianças.
Danças...
No hoje chegou uma alegria que o ontem não tinha.
Mas em meio dela.
Lá no fundo escondida a tristeza se mantinha.

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