quinta-feira, 9 de janeiro de 2014



A LONGA CAMISOLA BRANCA



A mulher caminhava pela sala.
Pés descalços.
Camisola branca.
Varrendo o chão.
Varrendo cada ilusão.
As lembranças moendo seu pobre coração.

Um dia tanto sonhara.
E a comprara.
Nuns braços morenos se imaginara.

E a camisola seria apenas um detalhe.
Ele pedira.
Ele falara...

Ah, camisola branca... noite vazia.
Fria.
A pele arrepiada.
Ela sonhara ser tão amada.
Noite se arrastando lenta... noite calada.
Qual figura branca numa camisola rendada.

sonia delsin 

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