quinta-feira, 10 de abril de 2014



MORTA-VIVA
O que mais me doeu foi teu gelado olhar.
Como me fazia chorar!
Eu pensava.
Onde foi parar tanto amar?
O que mais me doeu foi a distância que conseguiu entre nós se instalar.
Naquele tempo eu era uma morta-viva.
Vivia a penar.
As noites costumava andar.
Como conseguiste me machucar!
Tão fundo me feriste sem notar...
Mas o tempo... ah, o tempo aos poucos tudo consegue ajeitar.


 sonia delsin 

A NÉVOA DO TEMPO

Vejo um rosto sorridente
Sinto umas mãos macias tocando meu corpo
Vejo um casal andando
...
Andando de mãos dadas
Os dois conversam
Os dois sorriem
...
E vão caminhando
...
Ao encontro do quê me pergunto
Ao encontro do nada?
...
Por que escolheram esta estrada?


 sonia delsin